Obrigada pelos comentários no último post! Fico feliz em saber que estou ajudando! E não pensem que não vejo e revejo essas minhas próprias dicas antes de escrever... Escrever é aprender sempre!
O Sobre o autor de hoje será com a autora infanto-juvenil Patrícia Barboza! Conheci a autora no evento da Lycia Barros e gostei dela "de cara"! Fui procurar saber mais sobre suas obras, seu trabalho e me encantei! Mas não vou dar spoiler aqui não, vocês vão entender ao longo da entrevista!
Perguntinha básica, mas que todo mundo gosta de saber, quando você decidiu que queria ser escritora?
Na verdade, praticamente decidiram por mim! (risos) Eu gosto de ler e escrever desde pequena e escrevia contos que só os amigos liam. Levava na brincadeira, não pensei que pudesse se tornar a minha profissão. De tanto os amigos falarem que eu deveria publicar um livro, pensei melhor no assunto. O meu primeiro livro publicado foi “Os quinze anos de Carol” em 2002.
Sua primeira paixão literária foi O Sítio do Pica-Pau
Amarelo, certo? Você chegou a ler os livros de Monteiro Lobato? Eles serviram
ou servem de inspiração para você?
Exatamente! Na época eu era muito pequena e não era fluente
o suficiente para ler os livros, então a paixão começou com as revistas em
quadrinhos do Sítio e o seriado que passava na televisão. Essa fase foi muito
importante pra mim, pois a Emília era muito serelepe e me inspirava mil
histórias. Quem nunca pediu para a mãe ou avó fazer os deliciosos bolinhos de
chuva da Tia Anastácia? Só fui ler mesmo quando cursei Literatura
Infantojuvenil. Uma das minhas professoras era fascinada por Lobato e adorava
ouvir as histórias dele com a esposa. Lobato é muito mais do que as histórias
do Sítio, sua biografia é fascinante.
Qual foi a sensação de ver seu primeiro livro, Os quinze
anos de Carol, ser um sucesso de aceitação na internet?
Como todo autor iniciante, conheci de perto as dificuldades
para publicar quando terminei de escrever. E no ano 2000, quando isso
aconteceu, não sabia nem 10% do que eu sei hoje sobre o mercado editorial. Tentei algumas editoras, sem sucesso. Então,
junto com a minha irmã, resolvemos transformar o livro numa espécie de novela
teen em 2001. E, sem qualquer pretensão editorial, apenas para testar a
aceitação do meu texto, comecei a publicar um capítulo a cada quinze dias e foi
um sucesso! Recebia dezenas de e-mails por semana do Brasil inteiro. Com os
dados estatísticos de visitação do site, pude perceber o potencial do livro e
em maio de 2002 consegui publicar a 1ª edição.
Os seus livros são voltados para o público adolescente, mas
você acredita que poderiam atingir o público mais adulto, os pais, por exemplo?
Recebo muitos e-mails e recados no Facebook de pais que se
interessaram pelos meus livros. Muitos deles resolveram ler por causa do
interesse dos filhos e sobrinhos. Acho isso sensacional! Uma escola aqui do Rio
adotou todos os meus livros, um título por série. Após a leitura, fui dar
palestras lá. Quando cheguei na secretaria e me apresentei, uma das atendentes
disse que uma mãe de aluno estava me aguardando. Bateu aquela insegurança e
pensei “nossa, o que será que aconteceu para a mãe do aluno vir falar comigo?”.
Ela simplesmente veio me agradecer por eu ter feito o filho dela ter lido um
livro o início ao fim! Imagina a alegria? Esses acontecimentos só me dão força
para continuar.
Conte-nos sobre a Bienal do Livro de 2011. Qual foi a
importância deste momento em sua vida profissional e pessoal?
Eu já tinha participado das bienais do Rio em 2007 e 2009,
mas apenas nos finais de semana. Em 2011 foi a primeira vez que dei plantão
durante 10 dias. Foram momentos inesquecíveis! Confesso que fiquei esgotada
fisicamente, mas foi a realização de um sonho antigo. Autografei centenas de
livros e vendi 2 mil exemplares durante toda a bienal. Além disso, participei
junto com a Tammy Luciano, Leila Rego, Fernanda França e Enderson Rafael, meus
amigos do Novas Letras, de debates sobre o mercado editorial. Conheci muita
gente bacana! Pessoas que me viram pela primeira vez e que já adotaram meus livros, além dos
queridos que conhecia somente através da internet.
Como surgiu o Projeto Leitura Nota 10? Quais os Estados e
Cidades já visitados? Qual a receptividade dos alunos e das escolas?
Mais uma vez, quase que fui empurrada para mais uma nova
profissão: a de palestrante. Ainda bem que isso aconteceu! Com a publicação do meu
terceiro livro, o “Sai da internet, Clarice”, em outubro de 2006, comecei a ser
convidada pelas escolas para debater o relacionamento dos adolescentes com a
internet. Com isso, nasceu o Projeto Leitura Nota 10. Somente em abril de 2010
comecei a me dedicar com exclusividade ao projeto. Por enquanto, trabalho apenas
no Rio de Janeiro, mas desejo levá-lo para outros estados, especialmente São
Paulo.
O momento das palestras é muito gratificante! Falo dos meus
livros e da rotina do escritor. Ao final, sempre tiro dúvidas dos alunos e
realizo sessão de autógrafos com eles. Muitas das escolas adotam meus livros
como leitura complementar. Acho muito bacana esse momento do autor na escola,
pois aproxima mais as crianças e adolescentes do livro e da leitura.
Além do Projeto nas Escolas, você também faz parte do
“Projeto Novas Letras”, junto com a autora Tammy Luciano. Fale-nos mais sobre
esse Projeto? Quem é o público-alvo? Como fazer para participar?
Além da Tammy Luciano, participam também a Leila Rego, a
Fernanda França e o Enderson Rafael. O grupo é composto pelos cinco
integrantes. O objetivo do Novas Letras é a valorização e divulgação da
literatura nacional. O público é bastante variado, então não tenho como definir
com precisão. São leitores que gostam desse tipo de evento, blogueiros... Uma
vez fizemos um evento no metrô Paraíso em São Paulo ! Quer público mais diversificado do que
esse?
Mas, na maioria dos nossos encontros, realizamos em
livrarias ou feiras literárias e promovemos debates sobre o mercado editorial. O
ano de 2011 foi muito importante para o grupo todo, pois viajamos para vários
locais do Brasil para divulgar o nosso trabalho. E no final do ano todos nós fomos
contemplados com contratos em grandes editoras. O ano de 2011 foi o ano do
plantio e 2012 será o da colheita. E de muito mais trabalho!
Esse ano está sendo muito positivo para os autores nacionais!
Os leitores têm prestigiado cada vez mais vocês, nossos tesouros. O que você
acha que colaborou com essa mudança? O que ainda pode e deve ser feito para
fortalecermos a Literatura Nacional?
Acredito que os blogs literários ajudaram e ajudam muito com
a divulgação! Encontrei um apoio maravilhoso de blogueiros e vários deles se
tornaram amigos. A internet tem um poder incrível de divulgação e mesmo quem
ainda está buscando a sua primeira oportunidade, consegue divulgar o seu
projeto a um custo praticamente zero.
As editoras também começaram a perceber os talentos
nacionais e verificaram que era viável o investimento. E tem mais: os autores
nacionais mostraram que não só escrevem histórias envolventes e interessantes,
como são guerreiros e correm atrás.
O que ainda pode ser feito? Acho que todo mundo fazer um
pouco o “dever de casa”. O que isso quer dizer? Pesquisar mais sobre como o
mercado editorial funciona, realizar cursos, ler mais, escrever mais... Vejo
muita gente querendo ser escritor, mas sem a menor noção do que seja um ISBN ou
mesmo um trabalho de copidesque.
Seu mais novo livro se chama AS MAIS, composto pela inicial
de cada uma das protagonistas. De onde surgiu essa ideia? O que você pode nos
adiantar dessa aventura juvenil?
Isso mesmo! O livro As MAIS já está sendo distribuído para
as melhores livrarias do Brasil pela Verus Editora, do Grupo Editorial Record!
MAIS é a sigla da amizade da Mari, Aninha, Ingrid e Susana.
As quatro garotas têm personalidades e gostos diferentes e
mesmo assim são as melhores amigas, pois as diferenças enriquecem a relação.
Uma aprende com a outra e cada uma contribui com o grupo com o que tem de
melhor.
São histórias engraçadas, falando de amor, paquera,
relacionamento com os pais e família, micos, escola, sonhos, frustrações... O
livro tem 4 partes, cada uma narrada por uma das personagens.
O livro tem um blog exclusivo! Os leitores receberão dicas e
participarão de promoções bem legais! Será um post por semana e eles serão
feitos pelas próprias personagens. O endereço é: www.blogdasmais.com
Deixe um recado para os leitores do Drafts da Nica.
Oi, pessoal! Estou feliz pela oportunidade de falar um
pouquinho sobre o meu trabalho! O livro As MAIS, da Verus Editora, foi
elaborado com todo o cuidado e carinho! Cada ilustração foi feita para que
vocês se apaixonassem mais ainda pelas histórias delas. Tenho certeza que vocês
vão adorar! Já está chegando nas livrarias de todo o Brasil! O lançamento oficial será no Rio de Janeiro e
deixo o meu site para buscarem mais detalhes não só desse livro, mas dos outros
que já publiquei. Quem quiser, pode me seguir no Twitter (@patbarboza) pois vou
avisar sobre todos os detalhes do evento de lançamento e outros eventos que
farei em diferentes cidades. Muito obrigada pelo carinho e espero que tenham
gostado da entrevista. Eu adorei participar! Beijos enormes para todos vocês!
Rapidinhas
Um livro que mexeu com você: Nunca desista dos seus sonhos,
do Augusto Cury. Preciso explicar o porquê. Em 2006 eu corria atrás da minha
carreira de escritora, mas também trabalhava em um escritório de uma grande
construtora. Mas estava completamente insatisfeita e desmotivada. Meu chefe me
presenteou com esse livro não sei por qual motivo. Após a leitura, resolvi
publicar a 1ª edição independente de “Sai da internet, Clarice!” e pedi
demissão do emprego. O chefe não poderia imaginar que o presente que ele me deu
faria com que ele perdesse a sua assistente! (risos).
Um livro que você abandonou: não me recordo.
Gênero Preferido: comédias românticas, espíritas e
infantojuvenis
Um filme inspirado em livro: Um amor para recordar (chorei
muito!)
Uma música: qualquer uma do Michael Jackson
Para ler, praia ou montanha? Montanha
Uma frase ou trecho que te descreve: “Deus faz tudo para o
Bem”. Titulo de uma das crônicas do livro “Eu sou o caminho” da Cenyra Pinto.
Esse livro sempre me inspira nos momentos da dúvida.































